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Em jogo de festa, Corinthians fica só no empate com o Bragantino


Marcius Azevedo
Em São Paulo

A festa estava armada. Só faltou avisar ao Bragantino. No jogo de número 5.000 em sua história, o Corinthians até saiu na frente com um gol de Lulinha, mas cedeu o empate por 1 a 1, neste domingo, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Paulista.

O resultado impediu que o time do técnico Mano Menezes alcançasse o terceiro triunfo consecutivo, algo que não acontece desde março do ano passado. A equipe vinha de vitórias sobre o Ituano, em Itu, e Barras-PI, em Goiânia, pela Copa do Brasil.

O empate também adiou o objetivo idealizado pela equipe antes do jogo de entrar na zona de classificação à semifinal da competição. Agora, o Corinthians soma 14 pontos, ainda próximo do grupo dos quatro que avançam.

De cara, o Corinthians percebeu que o jogo contra o Bragantino não seria tão fácil como o da última quarta-feira, quando goleou o Barras-PI por 6 a 0 com muita facilidade, em Goiânia, pela Copa do Brasil.

A equipe de Bragança Paulista entrou apostando em uma marcação forte e, em alguns momentos, ela era até individual sobre o trio ofensivo. Mário ficava com Lulinha, enquanto Da Silva e Hugo pegavam Dentinho e Herrera, respectivamente.

Diante da dificuldade em furar o bloqueio, Mano pediu mais participação dos volantes e laterais. O Corinthians até melhorou, mas aí o Bragantino adotou outra tática para tentar impedir o avanço corintiano: cometer faltas. Tanto que, em menos de dez minutos, três jogadores receberam o cartão amarelo do árbitro Elcio Paschoal Borborema, forçando inclusive uma mudança. Preocupado em perder Hugo, que cometeu cinco faltas seguidas, o técnico Marcelo Veiga sacou o zagueiro e colocou César Gaúcho.

A tática defensiva, no entanto, caiu por terra por uma desatenção, que custou caro ao Bragantino aos 43min. Dentinho escapou da marcação e arriscou chute de fora da área. A bola tocou em Tiago Vieira e sobrou limpa para Lulinha, que teve tranqüilidade para tocar na saída de Gléguer. O gol foi o segundo do corintiano, que, até marcar na quarta, ainda não tinha feito gol pelo profissional.

"Sabíamos que o jogo seria difícil, pois vimos um jogo do Bragantino. Eles marcam muito e saem rápido no contra-ataque. Conseguimos fazer o gol e temos que voltar ainda mais ligados no segundo tempo", afirmou o zagueiro Chicão.

Mas o Corinthians não ouviu o seu zagueiro. Logo aos 4min, Malaquias pegou sobra de bola da defesa pelo lado direito e cruzou para Da Silva, livre de marcação, empatar o jogo.

O gol do Bragantino foi um duro golpe para o time corintiano, que se perdeu em campo, cometendo muitos erros e, mesmo com Mano fazendo três alterações para tentar recolocar o Corinthians na partida, os jogadores não fizeram o gol da vitória.

Sobrou tristeza para o torcedor, que compareceu em bom número para ver o time conquistar mais uma vitória e saiu chateado com o empate.

CORINTHIANS
Felipe; William, Chicão e Carlão (Marcel); Alessandro, Bruno Octávio, Bóvio (Carlos Alberto), Lulinha (Acosta) e André Santos; Dentinho e Herrera
Técnico: Mano Menezes

BRAGANTINO
Gléguer; Tiago Vieira (Niander), Da Silva e Hugo (César Gaúcho); Ney Santos, Mário, Moradei, Zeziel e Paulinho; Nunes e Malaquias (Gaspar)
Técnico: Marcelo Veiga

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Elcio Paschoal Borborema
Auxiliares: João Bourgalber Chaves e Caio Mesquita de Almeida
Público pagante: 24779
Renda: R$ 428.466,00
Cartões amarelos: Lulinha, William, Bóvio, Chicão e Dentinho (Corinthians); Zeziel, Mário, Hugo, Gléguer, Ney Santos, César Gaúcho e Niander (Bragantino)
Cartão vermelho: César Gaúcho (Bragantino)
Gols: Lulinha, aos 43min, do primeiro tempo; Da Silva, aos 4min, do segundo tempo

Fonte: UOL Esporte


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